Estreante na disputa estadual, analista de sistemas constrói candidatura em torno de uma cobrança simples: menos discurso sobre grandes transformações e mais resultado na vida cotidiana
Em uma eleição marcada por candidatos que repetem palavras como mudança, renovação, futuro e desenvolvimento, Esmarlones Júnior decidiu seguir outro caminho. Aos 29 anos, o analista de sistemas disputa pela primeira vez uma vaga de deputado estadual pelo Tocantins e tenta transformar uma pergunta aparentemente simples em sua principal marca política, questionando o por que aquilo que é básico ainda não funciona. Ele concorre pelo Progressistas.
A aposta é menos grandiosa no discurso e mais próxima da rotina, para Esmarlones, boa parte da população já não espera uma promessa extraordinária, espera conseguir atendimento quando precisa, encontrar um serviço público que resolva, ver uma obra iniciada ser entregue, ter uma escola funcionando bem e perceber o recurso público chegar à vida real.
É dessa leitura que nasce o conceito do Básico que funcione. “Parece simples porque é simples, a nossa gente não está pedindo luxo, pede saúde, educação, cuidado, respeito e serviço funcionando. Foi olhando para essa realidade que eu decidi entrar na política”, afirma.
O posicionamento também estabelece uma diferença importante sobre o papel de um deputado estadual, Esmarlones evita apresentar o mandato como executor direto de obras e serviços, a proposta é usar as atribuições do Legislativo para fiscalizar, cobrar, acompanhar recursos e pressionar por resultados.
Um dos exemplos é a discussão sobre obras paradas, a pergunta que ele leva para a campanha é direta: por que continuar prometendo novos projetos enquanto investimentos já iniciados ainda aguardam conclusão?
“Promessas de mais obras, com tantas ainda paradas? O povo precisa do básico. Obra concluída e funcionando”, resume.
Natural de Miracema do Tocantins, Esmarlones tem como ocupação declarada ao TSE a de analista de sistemas. A formação profissional também influencia a narrativa da candidatura de identificar o problema, entender onde está a falha e buscar uma solução prática.
Ao invés de tentar vender juventude como sinônimo automático de renovação, ele tenta se apresentar como um nome novo com uma cobrança antiga. “Quero ser a voz de quem já esperou demais pelo básico. Chega de promessas. O básico tem que funcionar”, afirma. Esmarlone jr.
