A manhã desta segunda-feira, 14 de outubro, trouxe angústia e preocupação para muitas mães de crianças com deficiência (PCDs) e transtornos do espectro autista (TEA) em Tocantinópolis. Uma notícia inesperada abalou a rotina de famílias que dependem de um cuidado essencial: a Clínica Integrar, responsável pelas terapias dessas crianças, anunciou o encerramento de seus serviços. O motivo? O contrato com a Secretaria Municipal de Saúde, que durou apenas três meses, foi encerrado de forma abrupta.
A decisão, aos olhos de muitos, parece desumana e irresponsável. O impacto direto na vida dessas famílias é devastador. Sem a continuidade dos tratamentos, o desenvolvimento dessas crianças pode regredir, e o já desafiador cotidiano de mães e pais que lutam por um atendimento digno torna-se ainda mais penoso.
Nossa equipe de reportagem conversou com Patrícia, uma mãe da Chapadinha, mãe atípica que se tornou um símbolo de resistência pela causa. Com os olhos marejados, mas uma postura firme, ela contou sobre sua ida à Defensoria Pública de Tocantinópolis e ao MP-TO, determinada a lutar pelos direitos básicos de seu filho e demais crianças, que precisam urgentemente da continuidade dos tratamentos.
“Não se trata apenas de um atendimento clínico, mas do futuro dos nossos filhos. Não podemos permitir que essa porta se feche, precisamos de uma solução urgente”, desabafou Patrícia.
A suspensão dos serviços de terapia deixa em aberto uma pergunta inquietante: quem vai amparar essas famílias? O poder público tem a obrigação de oferecer respostas, e a sociedade deve se unir para garantir que essas crianças recebam o atendimento que merecem.

